Obra que trata a memória e a viagem enquanto génese e continuidade, na descoberta infinda de tudo poder ser fibra e tecido. Incorpora vestígios do passado, referências históricas e elementos da natureza são incorporados num ato de transmissão e renovação. Aliam-se técnicas tradicionais de tapeçaria e tecelagem a diversos materiais e objectos que potenciam a criação de novas narrativas.
Esta tenture ou armação evoca a necessidade de reconhecimento dos ecossistemas essenciais e a sua preservação, partindo do caos e dos contrastes para reinventar a harmonia e o equilíbrio.
Estes caminhos são enunciados pelas camadas sobrepostas, pela sensação de movimento transmitida e pela própria construção da tridimensionalidade das obras, a partir de técnicas tradicionalmente bidimensionais, congregando técnicas de interseção e entrelaçamento de fios, de matérias e materiais podendo tudo ser adquirido como fibra.
Consiste num estudo de planos entretecidos com materiais distintos, sendo eles criadores de atmosferas mutantes, mediante a intensidade da luz ao longo do dia e da noite.
Com o mesmo gesto se recolheram as conchas e os diversos materiais que habitam nestas peças enquanto coluna vertebral do narval e a poluição que se confunde com o alimento nas águas do degelo onde nada a baleia.
Pode o mundo de hoje amar o planeta Terra?
Ártico
Narval
Plâncton

Habitat e a poética dos cinco sentidos reúne 14 elementos.
Coleção iniciada em 2004 e concluída e apresentada em 2023, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Universidade de Lisboa.
O catálogo com design de Luísa Moreira / Ocupart, apresenta-se online e no item biografia – catálogos

