Foz Côa 2008

Esta armação estabelece uma relação ambivalente: diversidade e unicidade. Foz Côa incide numa metáfora e expressa o paralelismo da Pré-História com a realidade têxtil, tão remota quanto a humanidade e o tecido é fruto da necessidade social e da criatividade humana a necessidade ambivalente do tecido para usufruto do quotidiano e a Tapeçaria, o tecido historiado.

Aqui foco e abordo a procura de uma raiz cúmplice, génese e continuidade no modo de pensar e de fazer. A sua expressividade ganha relevo porque continua a ser uma arte que utiliza técnicas e gestos muito antigos para revelar olhares muito atuais.

Este todo é um exercício onde ensaio, a escala e a dimensão, infinito menos e infinito mais, é um diálogo entre teia e trama, densidades, espessuras, durezas, matérias, recorrendo a métodos tradicionais e singrando os caminhos da reinvenção.

É assim o nosso tempo, um tempo de confluência de velhos e de novos registos, celebrando o Eu Individual e o Eu Coletivo.

Assim o tempo e a humanidade avançam em salto.

Texto de Maria Altina Martins